A Associação Médica Brasileira é composta por diversas Sociedades de Especialidade, interage com o Sistema de Saúde, seja ele público ou privado, municipal, estadual ou federal, e participa ativamente da comunidade científica internacional por meio da Associação Médica Mundial e de tantas outras instituições de saúde envolvidas na assistência ou pesquisa.
Essas características conferem à AMB (diretoria executiva, diretoria científica e departamentos) um conhecimento único e atualizado, uma visão ampla e real de como os fatos são e não como nós somos, o que associado à sua disposição em contribuir com o sistema de saúde nacional, permite ao seu corpo técnico gerar recomendações autônomas, isentas, transparentes e baseadas em evidência científica principalmente e inclusive em situações emergenciais, conflituosas e graves com é o caso do Coronavírus
(COVID-19).
Recomendações da AMB sobre o tratamento para pacientes com suspeitas ou com confirmação de contaminação pela covid 19
1. O sistema de saúde brasileiro deve tomar medidas austeras, intensas e imediatas para minimizar os efeitos catastróficos que se aproximam da população brasileira frente à epidemia mundial (pandemia) de COVID-19;
2. Testar ativamente os pacientes suspeitos de COVID-19 com o uso de PCR, bem como os possíveis contaminados próximos;
3. Isolar e monitorar os pacientes doentes, sempre que possível em ambiente comunitário, ou em hospitalização (recomendado);
4. Isolamento comunitário (lockdown) proporcional à mortalidade e/ou número de casos diagnosticados na área, separando em área vermelha (isolamento imediato), área laranja (isolamento até amanhã), área amarela (próxima semana) e verde (sem necessidade de
isolamento);
5. Garantia de equipamentos de proteção aos profissionais de saúde, sobretudo aqueles expostos ao atendimento de casos suspeitos ou doentes, deixando à disposição: gorro, máscara (preferencialmente N95), face shield, óculos de proteção, avental descartável e
impermeável, e respirador em procedimentos;
6. Estrutura hospitalar com áreas específicas e isoladas para atendimento de pacientes suspeitos e doentes, com cuidados de higiene e de trânsito específicos, e garantia de número de leitos suficientes, sobretudo para pacientes graves em unidades de terapia
intensiva associado a número suficiente de respiradores para assistência respiratória
7. Considerar o índice de colapso do sistema (extenuação dos leitos disponíveis incluindo os de UTI) nas estratégias de implementação de leitos suplementares para suprir as defasagens;
8. Estruturação de comissões multiprofissionais para discussão de prioridades de atendimento segundo critérios éticos e decisões difíceis de terminalidade;
9. O tratamento com cloroquina ou hidroxicloroquina e Azitromicina pode ter seu uso compassivo em pacientes graves;
10. Disponibilizar suporte emocional para profissionais da saúde e pacientes, na medida da necessidade e do surgimento de sintomas de ordem psicológica/psiquiátrica.
No documento, também fala sobre o tratamento com hidroxicloroquina.
Leia o documento completo no link abaixo:
DIRETRIZES-AMB-COVID-19-22.04.2020