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EUA Deixam a OMS: Impactos Profundos na Saúde Global e no Financiamento Internacional

EUA Deixam a OMS: Impactos Profundos na Saúde Global e no Financiamento Internacional

Em 20 de janeiro de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a retirada formal do país da Organização Mundial da Saúde (OMS), efetiva a partir de 22 de janeiro de 2026. A decisão foi justificada por alegações de má gestão da pandemia de COVID-19 pela OMS e por contribuições financeiras desproporcionais dos EUA em comparação a outros países, especialmente a China. ​

Consequências Financeiras para a OMS

Os Estados Unidos eram o maior contribuinte da OMS, responsáveis por aproximadamente 16% do orçamento bienal da organização, o que equivalia a cerca de US$ 1,3 bilhão no ciclo de 2022-2023. Com a saída dos EUA, a OMS enfrenta uma perda significativa de recursos, estimada em US$ 600 milhões para o ano de 2025. Essa redução forçou a entidade a planejar cortes de 20% em seu orçamento, afetando diretamente programas essenciais de saúde em todo o mundo.

Impactos na Saúde Global

A retirada dos EUA compromete a capacidade da OMS de coordenar respostas a emergências sanitárias, implementar campanhas de vacinação e combater doenças infecciosas em países de baixa e média renda. Programas críticos, como a erradicação da poliomielite e iniciativas de imunização na África Subsaariana, estão agora em risco devido à falta de financiamento. ​

Enfraquecimento das Instituições Internacionais de Saúde

A decisão estadunidense representa um golpe significativo na governança global da saúde, enfraquecendo a cooperação internacional e abrindo espaço para que outras nações, como a China, aumentem sua influência na OMS. Essa mudança pode alterar o equilíbrio de poder dentro da organização e afetar a imparcialidade e eficácia das futuras políticas de saúde global.

Reações Internacionais e Medidas da OMS

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, expressou pesar pela decisão e apelou para que os EUA reconsiderem sua posição. Enquanto isso, a OMS anunciou medidas para reduzir custos e revisar prioridades, incluindo congelamento de contratações e realinhamento estratégico de recursos, visando mitigar os impactos financeiros decorrentes da saída dos EUA. ​

Conclusão

A saída dos Estados Unidos da OMS sinaliza um período de incerteza para a saúde global, com potenciais retrocessos em conquistas sanitárias e aumento das desigualdades em saúde, especialmente nos países mais vulneráveis. A comunidade internacional enfrenta o desafio de reconfigurar o financiamento e a cooperação em saúde para preservar os avanços obtidos nas últimas décadas.​

Palavras-chave em destaque: EUA, OMS, saúde global, financiamento internacional, Donald Trump, pandemia de COVID-19, cooperação internacional, governança da saúde, influência da China, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Foto: MICHAEL LUNANGA (EFE)

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