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Amazonas é um dos estados em situação mais crítica na pandemia

Um mês depois da confirmação do primeiro caso e o Amazonas já tem a maior proporção de Covid-19 no Brasil: 287 infectados por um milhão de habitantes. Já são mais de 1.200 casos confirmados e de 70 mortes.

Para ajudar a desafogar o sistema de saúde, a prefeitura de Manaus transformou uma escola nova em hospital de campanha. Em quatro dias, o refeitório virou uma UTI. “Vai ser um hospital de porta fechada. A gente vai trabalhar apenas com os pacientes que vierem, ou buscar de outra unidade para cá. Não vai ser aberto ao público”, explica Moiséis Abtibol, diretor clínico.

Por enquanto, 18 leitos vão funcionar no Hospital de Campanha de Manaus. No local, a ventilação mecânica é não invasiva, ou seja, o paciente só vai ser entubado em último caso. E, a a partir do momento que ele recebe a máscara de oxigênio, ele fica em uma cápsula feita com canos de PVC e uma capa plástica, que vai evitar que o profissional de saúde tenha contato direto com o doente.

Em todo o Amazonas, 57 profissionais de saúde foram infectados até agora. Três morreram. O governo do estado está recebendo respiradores do Ministério da Saúde para ampliar o atendimento no Hospital Delphina Aziz, referência para o tratamento da Covid-19.

O Amazonas também é o primeiro estado a receber o apoio do programa Brasil Conta Comigo, do governo federal. “Hoje nós recebemos a equipe do Sírio Libanês. Já chegou. Foi confirmado pelo Ministério da Saúde a vinda de dez médicos intensivistas. Eles ainda não chegaram no estado, devem estar chegando entre hoje e amanhã. E a gente vai redirecioná-los depois da quarentena para que eles possam fazer assistência nas unidades de referência”, afirma Simone Papaiz, secretária de Saúde do Amazonas.

A presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas comentou a demora na divulgação dos testes. “Nós temos 700 pessoas aguardando o resultado dos exames. É um déficit, principalmente de insumos, para esses diagnósticos. Está difícil, não estamos conseguindo comprar os insumos para os diagnósticos, o que retarda a liberação dos exames”, explica Rosemary Pinto.

Fonte: Jornal Nacional

Foto: Ione Moreno/Secom- AM

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