Bahia lidera ranking de tuberculose no Nordeste

Durante o evento que marcou os 80 anos do Instituto Brasileiro de investigação da Tuberculose (IBIT), entidade da Fundação José Silveira foram apresentados os dados mais atualizados da doença registrado pelo órgão, nos últimos cinco anos. De acordo com o IBIT, Salvador é a terceira capital em número de casos da doença, com uma média de duas mil novas notificações a cada ano. A Bahia é o terceiro estado com maior número de registros no país e o primeiro no nordeste com incidência de 33 casos por 100.000 habitantes, tendo notificado em torno de 4.500 casos, em 2015.

Para cada pessoa presente no evento, a fundação, tem um significado, mas é para a comunidade assistida por suas ações e benfeitorias que ela tem o maio sentido e não por acaso,  Ana Rita da Rocha Amorim, que hoje é líder do setor de higienização do hospital, mas começou como camareira não escondeu a satisfação de fazer parte desta  família  “para mim trabalhar aqui é uma grande ó satisfação, tenho muita gratidão por esses anos todos e o futuro é ver a Fundação crescer mais e mais e traga muito continui a trazer mais trabalho e acolhimento para as pessoas”.

No boletim epidemiológico do instituto, consta que os principais fatores de risco estão no Brasil: HIV, pobreza, envelhecimento da população, presença de locais de alojamento insalubres, e o diabetes. O que resulta em mais de 84.000 casos registrados no país.

A ANS propõe que o enfrentamento da Tuberculose seja apoiado em 3 pilares: ações de controle com diagnóstico, tratamento  e atendimento à família, produção social e pesquisa.É preciso que essas ações aconteçam de forma articulada e não priorizando apenas uma.  O IBIT está sintonizado com o plano global de eliminação da doença proposto pela ONU em 2015 e também com o plano Nacional do Ministério da saúde, pois já incorpora essas 3 ações em um serviço de qualidade.

Segundo o Professor Afrânio Kritski, presidente da Rede Brasileira de Pesquisas em Tuberculose (Rede TB), a Bahia sai na frente e é modelo para o Brasil: “ o Plano Nacional de Eliminação da Tuberculose que vai ser lançado no próximo dia 23 de março, em Brasilia, está incluindo os 3 pilares e o Ibit será usado como exemplo para  controlar a tuberculose  e eliminar a doença do país nos próximos anos.

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado fazem parte das ações do IBIT. Em seis anos de atuação, cerca de 1.600 pessoas foram tratadas, sendo 93% adultos com faixa etária de 40 anos. A identificação da doença é feita, na maioria dos casos, com auxilio de um teste específico aplicado pela própria instituição.Alfredo apontou também, os desafios que o Brasil precisa enfrentar para dar conta da doença: “  diminuir o abandono  ao tratamento  para evitar a resistência, desenvolver a curto e médio prazo  tecnologias próprias  como medicamentos e  novos  testes diagnósticos para não ficar refém da indústria internacional e por fim desenvolver  a pesquisa interacional, ou seja, avaliar o impacto epidemiológico, clinico e econômico da incorporação dessas  novas tecnologias”.

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Para o Dr. Almério Machado, Presidente da Academia de Medicina da Bahia, a fundação é um serviço da Bahia com repercussão mundial.  Ex-aluno do Professor José Silveira, Machado lembra a importância dessa convivência para sua formação e de muitos  profissionais da área da saúde  “ foi um grande aprendizado, nunca deixei de aprender e essa  foi uma homenagem merecida, muito bonita na primeira Faculdade de Medicina do Brasil, nada mais que justo”.

O Presidente do Conselho de Curadors, Geraldo Leite  agradeceu a presença de todos ao evento e lembrou o significado da comemoração:  “ O professor Silveira viveu muitos anos antes de sua época, ele já preconizada a luta contra a tuberculose através da pesquisa cientifica e por isso criou o primeiro Instituto de pesquisa da doença da América Latina e que hoje é o único do Brasil.  O IBIT representa o sonho, a vida e a obra do Professor José Silveira e esses 80 anos marcam uma vida dedicada a um grande ideal, é um exemplo para todos nós  ”

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